CARGALEIRO

Vila Velha de Rodão, 1927 Frequentou o curso de Geografia e Ciências Naturais na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, que abandonou para se dedicar às Artes Plásticas. Aos vinte e dois anos participou no primeiro salão de cerâmica organizado por António Ferro, do SNI, em Lisboa. Em 1952, realizou a sua primeira exposição individual de cerâmica e, a partir de então, sucederam-se as exposições em Portugal e em inúmeros países da Europa, América e Ásia. Sucederam-se também os prémios e o reconhecimento internacional, nomeadamente o “Diplôme d’Honneur de la Académie Internationale de la Céramique”, no Festival de Cerâmica de Cannes, em 1955, e o grau de “Officier des Arts et des Lettres” dado pelo governo francês em 1984. Radicado em Paris a partir de 1957, depois de ter estudado em Itália, a sua obra é muito vasta, desde a cerâmica à pintura, passando pela gravura, guache, tapeçaria e desenho. Executou vários painéis cerâmicos para diversas instituições públicas, como a Estação do Metro “Colégio Militar-Luz”, de Lisboa (1987), a Estação de Metro “Champs-Elysées-Clémenceau”, em Paris (1995) ou, mais recentemente, a estação de serviço de Óbidos da A8, para a “Auto-Estradas do Atlântico”. Está representado nos mais prestigiados museus europeus nomeadamente em Itália, França e Portugal. Em 31 de Janeiro de 1990, criou a Fundação Manuel Cargaleiro, à qual doou um vasto número das suas obras, assim como toda a sua colecção constituída por objectos de várias temáticas. Em 6 de Novembro de 2002, a Fundação assinou um protocolo com a Câmara Municipal do Seixal para a construção do Museu Oficina de Artes Manuel Cargaleiro, com projecto de Siza Vieira. Por ocasião do seu 80º aniversário, em Março de 2007, o Museu do Azulejo, Lisboa, apresentou as suas “7 Propostas para Arquitectura” e ilustrou o Álbum “Oito Canções de Outono – Sequência em Contraponto”, com poemas de Vasco Graça Moura.

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